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terça-feira, 23 de março de 2010

Acolher ditadores é um mau exemplo para a democracia brasileira.


via joseagripino em 27/02/10


Os revolucionários bolivarianos que se aferram a ideia de conflitos irreconciliáveis entre os interesses das várias nações, e buscam adoção de uma política que visa a garantir pela força, se preciso, a supremacia de sua nação sobre as demais, são, de um modo geral, mais enfáticos ao insistir na necessidade e na utilidade da unidade interna da nação em prol do "bem comum". E para isso não interessa os meios que utilizam para a conquista de interesses. A revolução é apenas mais um desses métodos utilizados para a conquista plena do poder. A Ilha cubana de Fidel Castro é um exemplo inquestionável de como é possível perpetuar-se nas entranhas dos órgãos públicos a fim controlar tudo e todos.
São os ditos "engenheiros sociais" que buscam melhorar o seu país de um modo um tanto autoritário. E para isso usurpa o direito da oposição de se pronunciar. Ceifa a liberdade de imprensa. Tolhe o cumprimento das leis democráticas, e extingui as liberdades individuais.
Submetido ao planejamento governamental, o homem em Cuba é tratado como um soldado num exército. Não cabe a um soldado o direito de escolher sua guarnição, a praça onde servirá. Cabe-lhe cumprir ordens. E o sistema comunista – como sabiam e admitiam Karl Marx, Lênin e todos os outros líderes socialistas – consiste na transposição do regime militar a todo o sistema de produção de servidão. O ser humano é tratado apenas como uma peça do tabuleiro político para servir aos interesses da "revolução".
A morte do dissidente político Orlando Zapata, por greve de fome, é apenas mais um breve episódio de uma longa tradição de perseguição e opressão empreendida pelo Estado-Patrão cubano contra os que ousam defender a propriedade privada do pensamento, já que lá até mesmo as ideias são de posse estatal.
Daí ser vergonhoso o atual presidente do Brasil estender as mãos a um governo que transgride os interesses liberais e democráticos. Um péssimo exemplo para o mundo e para os brasileiros que lutam pelas liberdades civis. É inaceitável que a política externa do Brasil esteja eivada de estupidez ideológica a ponto de o governo brasileiro oferecer financiamentos públicos através do BNDES, à revelia do Poder Legislativo, para a ditadura dos irmãos Castro.
A contradição do governo Lula é ultrajante. Por exemplo, o PT diz que abraça os valores da democracia, mas ao mesmo tempo defende o regime cubano, a mais duradoura ditadura do continente que já matou mais de 100 mil pessoas. É o mesmo partido que culpa o embargo americano a Cuba por sua miséria e, ao mesmo tempo condena a globalização e chama o comércio com os americanos de "exploração". Ou ainda aquele que fala em "solução pacífica" enquanto incentiva atos de vandalismo dos ditos "movimentos sociais" como mecanismo de pressão.
Tanta incoerência, tanta contradição. Mas olhem que curioso. Observem a piscina da casa do Fidel Castro (foto acima). Ao fundo, constatamos que existe uma casa bem equipada e arborizada. Aparentemente não há defeitos algum.
Ora, se Cuba é um regime que prega a igualdade entre os povos como missão precípua, por que então sustentar tamanha iniquidade social dentro do próprio País? Será mesmo que os cubanos recebem um tratamento de saúde igual ao oferecido a Fidel? Será que o racionamento de alimentos e energia afeta o Todo-Poderoso comandante? Os prédios públicos de Havana são bem cuidados como os da mansão de Fidel? (foto abaixo)

Afinal, onde está a eficácia do sistema comunista idealizado por tantos "intelectuais" brasileiros? Felizmente, o Brasil optou pela democracia, sistema que valoriza os méritos dos indivíduos. É tão difícil compreender que a tirania política apodrece a sociedade e a própria significação do conceito de humanidade?
Portanto, no sistema socialista, tudo depende da sabedoria, dos talentos e dos dons daqueles que constituem a autoridade suprema. Ou seja, uma sociedade de privilégios materiais e intelectuais para poucos. Os líderes, os ditadores, são supremos; ao povo cabe simplesmente obedecer-lhes, como servos coloniais do século XVII. Essa é a realidade óbvia que os petistas não enxergam!
(Equipe Agripino)

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