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segunda-feira, 28 de junho de 2010

O discurso da candidata Rosalba Ciarlini


26/06

Publicado às 20:00
De Mulher pra Mulher por Thaisa Galvão

A senadora Rosalba Ciarlini, agora candidata homologada ao governo do Estado, fez um discurso duro na convenção do DEM, hoje à tarde no Palácio dos Esportes. 

O alvo da Rosa, que quer ser governadora, foi o governo.
De mulher pra mulher.
Mostrou o que Wilma não fez e falou o que ela fará.
Eis a íntegra do discurso da candidata a governadora:

Este é o primeiro dia, o primeiro ato do futuro que queremos para o nosso Estado. Começa aqui a etapa mais importante, e a mais difícil, da luta para recolocar o nosso estado no rumo do desenvolvimento econômico e humano, do qual ele vem sendo desviado nos últimos anos.
Enquanto nossos vizinhos tiravam e tiram proveito do cenário econômico favorável, enquanto outros estados nordestinos acumulam investimentos em obras estruturantes, o Rio Grande do Norte empacou, andou de lado e está ficando para trás na corrida pelo desenvolvimento.
A expectativa gerada nas urnas, oito anos antes, foi abortada por gestores que traíram a confiança da população e não souberam fazer o nosso estado acontecer. E porque não souberam fazer, estamos perdendo a hora do crescimento.
Estudo da Fundação Getúlio Vargas comprova que o Rio Grande do Norte ocupa, entre as 27 unidades da federação, apenas o décimo-nono lugar no ranking do crescimento social, que mede os investimentos em políticas públicas de saneamento básico, educação, moradia e distribuição de renda. Na comparação com os estados nordestinos, o desempenho é muito pior: estamos em último lugar, investindo menos até do que estados mais pobres e mais atrasados.

O atual Governo nos empurrou para a lanterninha regional em qualidade de vida da população. Não é preciso ser cientista social para ver e compreender esse quadro lamentável. A população sente isso no dia-a-dia, constatando a degradação dos serviços públicos essenciais.
Na saúde, que eu conheço bem porque sou médica, sofre, e sofre muito, quem precisa de atendimento nos hospitais estaduais. Sofre com a falta de estrutura, de equipamentos, de medicamentos, de condições mínimas de trabalho para os profissionais./
Na segurança pública, assistimos ao crescimento epidêmico do consumo de crack e outras drogas, da taxa de homicídios de jovens, entre outros indicadores de falência da gestão.
Na educação, chegamos ao absurdo de ver escolas da rede estadual sendo fechadas, enquanto a taxa de matrícula cai vinte por cento, e o desempenho dos alunos de oitava série equivale ao dos alunos de quinta série no interior do Ceará. Cada uma dessas escolas fechadas agora significa um presídio aberto no futuro, para receber os jovens que o Estado não conseguiu botar e manter na escola.
Na infra-estrutura, o fracasso não é menor. O Aeroporto de São Gonçalo, que poderia fazer do estado um pólo de comércio global, segue como obra de papel: é mais um projeto que não decola. Setores estratégicos da economia – o turismo, a fruticultura, a carcinicultura – deixam de se expandir, pela falta de infra-estrutura e de políticas de incentivo. Não existem programas capazes de levar indústrias de grande porte a todas as regiões do estado.

O resultado é perverso: exportamos empregos e importamos criminalidade. Perdemos a refinaria de petróleo para Pernambuco, e com ela a oportunidade de implantar um pólo petroquímico capaz de dinamizar a economia e abrir milhares de postos de trabalho. Perdemos investimentos e obras estruturantes e ganhamos atraso social e econômico.
Mas, entre tantas perdas e danos, podemos nos orgulhar de algo que nem o pior Governo consegue nos tirar: a esperança. Não perdemos o mais importante: a confiança em nós mesmos. Não perdemos o sentimento de que ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido. E por quê? Porque temos muito do que nos orgulharmos.
Temos recursos naturais, vocações e potenciais econômicos que ainda podem ser transformados em prosperidade e oportunidades para as pessoas. Temos uma riqueza maior do que essas que a natureza nos legou: temos capital humano. Um povo corajoso e forte, com talento e vocação para fazer bem-feito. Um povo com maturidade política, com capacidade de luta para melhorar o que está ruim e mudar o que não deu certo.

Pois a hora da mudança chegou. A hora da mudança é agora. É agora o momento certo para dar forma e gesto à esperança, para transformar o momento e o cenário em marco zero de um novo tempo.
Peço ao meu partido e ao Rio Grande do Norte a oportunidade de trabalhar para fazer por todas as regiões o que fiz por Mossoró. O que eu fiz como prefeita de um município, posso fazer como governadora por todos os municípios.
Sei que os desafios são maiores, mas eles não me assustam porque também é maior a minha vontade de fazer. Assim como é maior a experiência que acumulei, trabalhando como senadora por todas as regiões.
Sei que os problemas são maiores, mas também são maiores os recursos e a estrutura de um governo, as parcerias que podemos fazer e o apoio político que vejo explicitado aqui dentro, nesta convenção, e, principalmente, lá fora: o apoio do povo do meu estado.
Por onde passo, por onde caminho, escuto o desejo da grande maioria das lideranças e do povo: o desejo de fazer o Rio Grande do Norte acontecer. É um apoio espontâneo, porque a minha candidatura floresceu naturalmente, nas urnas da nossa grande vitória em dois mil e seis.

Minha candidatura é a expressão de um sentimento popular genuíno, e não da força de uma máquina partidária ou governamental. Minha candidatura tem a força do desejo coletivo, não da vontade imperial de uma só pessoa.
Quem me quer governadora, confia na minha história como mãe e avó, como médica e gestora, como prefeita e senadora. Confia porque conhece a minha autonomia no pensar e no agir, e reconhece a força das minhas mãos para fazer e transformar. Mas confia também na minha sensibilidade para cuidar, para trabalhar com a força do coração.
Devo muito desse senso de responsabilidade social ao povo desta cidade querida, porque me formei médica pediatra em Natal. Aqui eu comecei minha vida profissional, trabalhando no Hospital Infantil Varela Santiago e no projeto comunitário da Rua do Motor. Carrego comigo até hoje as marcas transformadoras da experiência. Carrego também a identificação carinhosa com a cidade, que é a síntese do Rio Grande do Norte, a casa de todos nós. Dos que nasceram aqui e dos que vieram pra cá, de outros estados ou do interior, em busca de oportunidades, como eu mesma fiz na juventude, e foram adotados e adotaram Natal como seu lugar de coração.

Fomos conquistados pela beleza da cidade recortada de dunas; pelo ar límpido; pelo rendilhado das praias; pela beleza mansa do sol se pondo no Potengi. Mas fomos conquistados também pelo encanto da sua gente, pela riqueza da sua humanidade. Pelo povo alegre e hospitaleiro, que recebe, acolhe e adota sem olhar diferenças, irmanando-se com todos na devoção a Natal.
Mas um povo também altivo, consciente da sua força, que não se dobra a quem imagine Natal como capitania hereditária, menosprezando seu espírito libertário. A história de Natal é rica de lições aos prepotentes que ousaram desafiar esta verdade: Natal não é de “A” nem de “B”. Natal é do povo, o único senhor do seu destino. Essa verdade, eu carrego comigo, e carrego também, como uma dívida que vou resgatar com trabalho e amor, a gratidão por tudo que vivi e, acima de tudo, pelo que aprendi com os natalenses.
Vou trabalhar muito por Natal, em parceria com quem ama a cidade, ajudando a resolver os problemas de metrópole em crescimento acelerado. Vou cuidar de Natal como cuidei, no início da minha vida profissional, das suas crianças, aprendendo com elas minha primeira lição de política. Foi cuidando das crianças que eu percebi logo que isso não me bastava como cidadã: era preciso levar mais longe minhas crenças e valores humanistas.

A medicina é importante, mas eu queria fazer mais do que cuidar da saúde das crianças: eu queria melhorar a vida das famílias. Por isso, posso dizer tranquilamente que entrei na política por causa das crianças.
Entrei na política para cuidar das pessoas, porque, diferente do que pregam alguns, não vejo na política um mero jogo de pragmatismo, não acredito no poder como mero exercício de racionalidade. Ao contrário: eu acredito que até mesmo a política precisa do sentimento, porque, tão importante quanto fazer bem-feito, é sentir, é cuidar direito.
É certo que governar exige sensatez e uma boa dose de racionalidade. Mas, eu pergunto: quem disse que não existe razão no coração? Se a racionalidade é necessária para a ação, ela será inteiramente estéril se não for alimentada pela compreensão, pela sensibilidade.//
Não conheço fortaleza mais potente do que os sentimentos – o amor, a alegria, a fraternidade, o carinho. Desconheço força maior do que a emoção, para mover as pessoas e para transformar o mundo.
Quem não puder sentir a dor do outro, não saberá agir em favor do outro. Quem não se comove, não se indigna com as injustiças. E quem não se indigna, não luta. E quem não luta, meus queridos irmãos e irmãs do Rio Grande do Norte, quem não luta não muda nada, não muda nem a própria vida, não transforma, não tem força para fazer acontecer.

Pessoas não são dados estatísticos. Números não têm alma. Números não têm desejos e necessidades, não sonham nem fazem os sonhos acontecerem. Pessoas, sim: elas sonham e lutam para realizar o que sonham. É com a força dessas pessoas, com o sentimento que une e transforma, que quero governar o Rio Grande do Norte.
Nesses quatro anos em que construímos com o povo a nossa candidatura, ouvi de muitas pessoas, em todos os municípios aonde levei minha voz, o desejo de reunir em torno do meu nome os nomes dos companheiros que estão aqui conosco. A nossa chapa, diz essa voz coletiva com a sabedoria de quem conhece suas lideranças, a nossa chapa é a chapa dos sonhos do povo. A nossa aliança não tem o nome de Força da União por acaso. Ela reúne pessoas de bem, lideranças tão fortes quanto as regiões e as pessoas que elas representam, e que vão me ajudar muito a fazer o Rio Grande do Norte acontecer.

A essas lideranças, quero expressar nominalmente minha gratidão pela confiança pessoal e pelo respaldo político decisivo para a vitória da Força do Povo. Obrigada ao querido deputado Robinson Faria, que teve a grandeza de renunciar a um projeto pessoal para fortalecer um projeto coletivo. Obrigada aos senadores José Agripino e Garibaldi Filho, por renovarem a parceria que fez da nossa bancada no Senado um time coeso e forte, sempre unido nas batalhas pelo povo potiguar.
Quero ser governadora para construir, junto com Robinson; junto com José Agripino e com Garibaldi; junto com os deputados federais e estaduais; junto com os prefeitos, vereadores e lideranças de todos os partidos que nos apóiam; para construir junto com o povo potiguar, o Estado da Cidadania, o Rio Grande do Norte muitas vezes mais forte.
Quero ser governadora para reconstruir os serviços públicos, aumentando os recursos e melhorando a gestão da saúde, da segurança, da educação. Para fazer estradas, casas e saneamento. Porque não existe cidadania de verdade sem que as pessoas tenham todos os direitos sociais garantidos.

Quero ser governadora para criar oportunidades de trabalho e renda para as pessoas em todas as regiões, descentralizando o desenvolvimento. Porque o Rio Grande do Norte é um só: do sertão ao litoral, do interior à capital, nascidos aqui ou ali, somos igualmente potiguares.
Quero ser governadora para abrir caminho para o novo e governar para as futuras gerações. Porque ser o novo não é uma questão só de idade: é uma questão de ter coragem para mudar, ter independência para ousar, ter determinação para transformar.//
Quero ser governadora para fazer do Rio Grande do Norte um modelo de crescimento econômico e social para o Nordeste e para o Brasil. Porque já chega de projetos eternamente adiados e de sonhos sempre frustrados. Chega de ficar para trás. Chega de pensar e fazer pequeno. Chega de tanto mais ou menos!
O Rio Grande do Norte é mais. O Rio Grande do Norte pode e precisa crescer. Com a força da união, com a força do povo, vamos fazer o Rio Grande do Norte acontecer!
Obrigada pela atenção e vamos à luta! Vamos à vitória!

sábado, 26 de junho de 2010

A PETROBRAS NA DISPUTA ELEITORAL

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 23/06/10

Leia editorial do Estadão intitulado "A Petrobras política".
*
A Petrobrás anunciou a intenção de investir US$ 224 bilhões até 2014 e confirmou mais uma ampliação de seu campo de atividade, novamente sem consultar a maioria dos acionistas. Até há pouco tempo a empresa se dedicava a negócios na área da energia e da petroquímica. A legislação sobre o pré-sal a encarregou de cuidar igualmente de política industrial.
Mas a estatal se envolve também, e cada vez mais, nos objetivos políticos e eleitorais do grupo comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele mesmo declarou, há poucas semanas, haver ordenado a construção de refinarias no Nordeste, contrariando a orientação técnica defendida pelos dirigentes do grupo. O novo plano de investimentos, coerente com a ordem presidencial, destina US$ 73,6 bilhões, 30% do total, ao segmento de refino, transporte e comercialização. No plano anterior, para o período entre 2009 e 2013, essa parcela correspondia a 24% do investimento previsto. Em contrapartida, o valor programado para exploração e produção diminuiu de 60% para 53% do total anunciado.
Com essa troca, a Petrobrás desloca recursos da atividade mais importante prevista para os próximos anos. A explicação, segundo o especialista Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), está na construção de refinarias. Até 2014, quatro novas unidades deverão entrar em operação pelo menos parcial no Rio de Janeiro, no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no Maranhão — construídas por pressão dos governadores. A refinaria Premium, do Maranhão, é um "grande exemplo de como agradar a políticos", comentou o diretor do CBIE.
"Estamos nos concentrando em projetos que dão retorno de curto prazo e avaliando o que fazer com outros", disse o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Falta esclarecer quanto desse retorno é econômico e financeiro e quanto é medido em termos eleitorais. Pela intervenção cada vez mais escancarada nas decisões da estatal, o presidente Lula nem sequer procura disfarçar a subordinação da empresa a seus objetivos políticos.
Essa intervenção é bem anterior à temporada eleitoral de 2010. O presidente da República sujeitou a empresa também a suas pretensões de influência regional, usando-a para favorecer os parceiros bolivarianos e cubanos. Só isso explica sua atitude quando o presidente boliviano ocupou militarmente instalações da Petrobrás.
O presidente Lula e seus auxiliares não só aceitaram a violência, como a justificaram. Segundo eles, o gesto de Evo Morales foi um ato de soberania, como se a soberania dispensasse o respeito a contratos e a direitos negociados e reconhecidos livremente. A mesma concepção de política regional levou o presidente a pressionar a Petrobrás para se associar à venezuelana PDVSA, sem levar em conta as prioridades econômicas do grupo, os interesses dos acionistas minoritários - detentores, de fato, da maior parte do capital.
Em fevereiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em seu programa semanal de rádio um retorno possível da Petrobrás à prospecção de petróleo em águas cubanas. Em maio, a companhia conseguiu um prazo adicional de seis meses do governo de Cuba para decidir se iniciará a exploração dos blocos negociados em 2008, durante visita do presidente aos irmãos Castro.
Por enquanto, o anunciado investimento de US$ 224 bilhões é um número vistoso, bem maior que a geração de caixa prevista para o período, de US$ 155 bilhões. Será preciso cobrir a diferença com dinheiro de nova capitalização, com empréstimos ou, mais provavelmente, com uma combinação dos dois tipos de recursos. Se as condições do mercado forem desfavoráveis, sempre se poderá refazer o plano, com cifras mais modestas e, talvez, com outras prioridades.
O plano tem objetivos claros. Mostra a empresa empenhada em crescer - embora com metas sujeitas a críticas de especialistas e investidores -, fortalece alianças para a campanha eleitoral e alimenta a lenda de um vigoroso e bem-sucedido Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), vinculado à imagem da candidata Dilma Rousseff. A Petrobrás tem realizado cerca de 90% dos investimentos previstos para as estatais e os teria realizado com ou sem PAC. Mas o governo precisa do mito, agora mais do que nunca.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Domingos Dutra Denuncia cúpula do seu partido

OS DOCES TOTALITÁRIOS

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 15/06/10


Vamos a um post que tende a ser um tantinho longo, daqueles que costumo classificar de "textos de formação", seja porque remetem a algumas questões de princípio deste escriba — a minha própria "formação", portanto —, seja porque podem ser um instrumento a mais a auxiliar o leitor nas suas escolhas. Vamos lá.
Dos princípios
Estou certamente entre os articulistas mais — à falta de melhor palavra, vai esta mesmo — "transparentes" da imprensa. Os leitores sabem o que penso. Ninguém pode se dizer enganado ao entrar nesta página: "Ah, pensava que você fosse outra coisa…" Então é porque não tinha lido direito. As esquerdas de modo geral— e esse bolchevismo à moda Sarney do PT em particular — não têm por que se animar comigo. Se me lêem, e como lêem!, é para ter uma chance a mais de secretar o seu fel. Há quem não consiga viver sem destilar algumas doses diárias de ódio. Questão de gosto.
Qual é a minha escolha em política? É a que preserva ou que faz avançar aqueles que considero valores inegociáveis da democracia. Quando estrilo aqui, ainda que quase sempre com bom humor, é porque avalio que o padrão democrático está sendo ou pode ser arranhado. Os textos estão em arquivo aos milhares. Basta fazer uma consulta.
A minha mais recente cruzada — bem-sucedida, ainda que não inteiramente vitoriosa porque há muita porcaria lá — foi contra o tal Plano Nacional-Socialista dos Direitos humanos, com suas agressões ao direito de propriedade, à Justiça, à imprensa e às liberdades públicas. Enxerguei lá a síntese do modo petista de trabalhar. Escrevi dezenas de textos a respeito porque não gosto do PT? Posso não gostar como conseqüência das escolhas que o partido faz, não por um capricho. Se eles experimentarem aderir à democracia pra valer, aí vamos ver como me comporto. Mas ninguém terá a chance de ver tal hipótese testada na prática.
Eles querem controlar a sociedade, submetendo a Constituição à arbitragem de grupos de pressão; eu a quero soberana, articulada com leis democraticamente votadas. Não há chance de conciliação. No mundo deles, um partido se impõe à sociedade; no meu mundo, a sociedade se impõe aos partidos. E essa minha escolha pauta, evidentemente, muitas outras; leva-me a fazer escolhas.
Lulocentrismo
Chega a ser escandaloso que Lula diga que a cédula eleitoral tem um vazio desde a redemocratização: seu nome não está lá. E que emende: ele agora se chama "Dilma", tomando-se como o senhor absoluto da política. "Ah, essa é uma posição que ele conquistou democraticamente", poderia dizer alguém. Pois é: os princípios elencados acima, então, começam a fazer diferença.
Lula foi eleito e reeleito não para subordinar a democracia a seus caprichos — ainda que ela permaneça com seus mecanismos formais intocados —, mas para se subordinar a ela, promovê-la, aperfeiçoá-la. Esse cesarismo tropical é uma derivação teratológica, doente, do embate democrático.
As palavras têm sentido, mesmo quando pronunciadas por Lula. Ele está nos dizendo, em suma, que poderia ter escolhido quem bem entendesse; fosse quem fosse o ungido, e os brasileiros estariam, a seu juízo, referendando o nome indicado. Lula dá um pé no traseiro de 130 milhões de eleitores e afirma a existência de um eleitor só: ele próprio. No mesmo discurso, como vimos, atacou a oposição, que é vítima de dossiês que circulam na petezada, e a imprensa — que, não obstante, têm contribuído para a criação desta nova categoria política e de pensamento: o lulocentrismo.
Ataque à democracia
Esse lulocentrismo, especialmente na crônica política, chega às raias da negação da própria política e do regime democrático. Não é raro — de fato, é muito freqüente — que esbarremos em textos que ficam muito perto de indagar como um candidato de oposição se atreve a disputar eleições se o governo Lula é tão popular. Notável contradição esta, que nasce da contaminação do pensamento por teses muito antigas, de filiação obviamente autoritária, quando não totalitária mesmo.
Ora, por que a democracia é um regime superior a qualquer outro? Porque ela dispõe de instrumentos para vigiar o poder e para substituir o governante — por meio das urnas ou da Justiça. Também está provado que é o único regime que consegue aliar liberdades púbicas a qualidade da gestão. Não havendo qualidade, as tais liberdades se encarregam de fazer a troca, ou no tempo previsto do pleito seguinte ou em razão de algum outro mecanismo legal.
A estarem certos alguns coleguinhas "analistas", a democracia que conduz à qualidade de gestão anularia a si mesma à medida que um governo aprovado pela maioria caminharia para a eternização, ainda que preenchendo o "vazio" da cédula por um mero avatar do governante popular. Não creio que José Serra ou mesmo Marina Silva estejam na disputa em razão de uma função, sei lá, meramente fática do processo democrático; apenas para justificar a sua existência. Ambos têm propósitos distintos do governo que aí está e devem se considerar mais preparados do que a sua adversária governista.
Mas também é inegável que é a existência de uma oposição no pleno exercício de suas prerrogativas,  em condições de vencer uma eleição, que distingue um regime democrático de um regime autoritário. A eficiência não faz uma democracia, como bem sabe a China, por exemplo. Não se duvide: aquele é um governo que "funciona" e que realizou pelo "povo" prodígios numa escala que nem podemos imaginar por aqui. O país tirou da miséria uns 400 milhões de pessoas nos últimos 20 anos. E, não obstante, trata-se de uma ditadura feroz.
Povo teimoso
A análise, com alguma freqüência, se deixa contaminar pela propaganda e pelo bordão "nunca antes na história destepaiz", repetido, com pequenas variações, na propaganda oficial do governo, na publicidade das estais e até nas mensagens publicitárias de empresas privadas. Nesse contexto, a chance de alternância de poder passou a ser tratada como um exotismo, como um absurdo, como falta de coerência: "Afinal, se eles estão contentes e aprovam o governo, por que votariam num candidato de oposição?"
Os eleitores têm insistido em desapontar os analistas. A disputa, na maioria das pesquisas, está empatada entre Serra e Dilma. É bem possível que os eleitores do tucano não reconheçam nele alguém disposto a desfazer tudo o que está aí, no que estão certos. Pode mesmo haver quem considere que as melhores chances da continuidade das melhorias estão na mudança.
Elemento estranho ao jogo — ao jogo da democracia ao menos — é satanizar a alternância; é supor que há uma contradição inelutável entre aprovar o governo e eleger um eventual opositor. Não na democracia!!! Contraditório com o regime democrático é supor que o normal — ou desejável — é que um governo popular simplesmente homologue o seu sucessor.  É a oposição que faz o governo ser governo; é o governo que faz a oposição ser oposição. Eles são protagonistas da mesma narrativa; a história de um não pode ser contada sem a história do outro. Ou estaríamos numa ditadura, ainda que muitos a pretendessem virtuosa.
E não há ditaduras virtuosas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

ARTIGO NO WALL STREET JOURNAL ARRASA COM A POLÍTICA EXTERNA DE LULA E O ACUS...

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 14/06/10

Mary Anastasia O'Grady, uma das mais respeitadas articulistas do Wall Street Journal, escreveu um dos mais duros artigos já publicados na imprensa americana sobre a política externa brasileira. Título: "A dança de Lula com os déspotas".
O' Grady não deixa pedra sobre pedra da política externa brasileira e acusa Lula de ter desperdiçado a de o Brasil ocupar um lugar com o qual sempre sonhou justamente quando estava prestes a alcançá-lo: "President Lula da Silva is snatching defeat from the jaws of victory".
Segundo o O'Grady, a política externa brasileira tem sido usada por Lula como fator de ajuste para contentar as alas radicais do PT. Trata-se de um escudo para acomodar essas correntes, que, não obstante, são mantidas longe da economia. E vai ao ponto: o Brasil não está pronto para ser um protagonista na política internacional. A articulista classifica Amorim de "antiamericano e anticapitalista". Huuummm, boa parte do que vai abaixo, como vocês verão, não nos é estranho. Segundo O' Grady, para satisfazer as esquerdas, Lula agrediu gravemente a reputação do Brasil ao se colocar ao lado de alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos no mundo.
O fato é o seguinte: a ficha definitivamente caiu. Segue uma tradução que fiz, adaptando algumas expressões a que recorre a articulista a seu sentido em nossa língua e em nossa cultura. Com mais tempo, dá para melhorar muito. Mas acho que está eficiente.
*
Desde que fomos expulsos do Éden, o Brasil sonha tornar-se um país sério e um protagonista no cenário mundial. Agora, quando este sonho eterno estava se tornando uma realidade, Lula consegue fazer de uma vitória uma derrota ["is snatching defeat from the jaws of victory]. O Brasil pode estar ganhando algum respeito no front da economia e da política monetária, mas, quando se trata da liderança geopolítica, o presidente está fazendo um esforço adicional para preservar a imagem de um país ressentido, um jogadorzinho desastrado do Terceiro Mundo.
O mais recente exemplo de como o Brasil ainda não está pronto para figurar no horário nobre dos círculos internacionais se deu na semana passada, quando votou contra as sanções ao Irã no Conselho de Segurança da ONU. A Turquia foi a única parceira do Brasil neste constrangedor exercício. Mas a Turquia pode ao menos usar como desculpa suas raízes muçulmanas. Lula está levando a reputação do Brasil para o brejo [no Brasil, a gente diz assim; Mary prefere "areia"] só para a sua satisfação política pessoal.
O Brasil defendeu seu voto argumentando que "as sanções muito provavelmente levarão sofrimento ao povo do Irã e conduzirão o processo às mãos daqueles que, dos dois lados [da disputa], não querem que o diálogo prevaleça. É um argumento sem nada dentro. As sanções não têm como alvo os civis, mas as ambições nucleares do Irã e seu programa de mísseis. Quanto ao diálogo, é óbvio que, agora, o presidente Mahmoud Ahmadinejad precisa é de um pouco menos de conversa.
Se o Brasil considerou seu voto uma posição de princípio em defesa do que considera justo, é certo que mudou depressa. Depois de ter feito estardalhaço com as sanções, rapidamente anunciou que vai honrá-las. Isso sugere que pode ter avaliado a possibilidade de sair aos poucos de sua política externa lunática.
O Partido dos Trabalhadores de Lula é de esquerda, mas NÃO se deve confundi-lo [Lula] com um aplicado bolchevique. Ele é simplesmente um político esperto, que veio do povo ["das ruas", no texto de Mary] e ama o poder e o luxo [ela escolhe a metáfora "limousines"; no Brasil, só usadas pelas noivas...]. Como primeiro presidente brasileiro do Partido dos Trabalhadores, ele teve de equilibrar as coisas úteis que aprendeu sobre os mercados e as restrições monetárias com a ideologia de sua base de apoio.
Sua resposta para esse dilema tem sido usar a Ministério das Relações Exteriores  — onde uma burocracia geneticamente tendente à esquerda é conduzida por Celso Amorim, um intelectual notoriamente antiamericano e anticapitalista — para lustrar suas credenciais esquerdistas. Essa amizade com os "não-alinhados" tem servido de justificativa para manter os ideólogos coletivistas fora da economia.
Mas a reputação do Brasil como um líder das economias emergentes sofreu enormemente. Para satisfazer a esquerda, Lula tem sido chamado a defender e exaltar os seus [da esquerda] heróis, que são alguns dos mais notórios violadores dos direitos humanos do planeta.
Uma análise de seus dois mandatos revela uma tendência para defender déspotas e desprezar democratas. O repressivo governo do Irã é apenas o caso mais recente. Há também o apoio incondicional de Lula à ditadura de Cuba e à Venezuela de Hugo Chávez. Em fevereiro, Cuba permitiu que o dissidente político Orlando Zapata morresse de fome, na mesma semana em que Lula chegou à ilha de escravos para puxar o saco dos irmãos Castro. Quando indagado pela imprensa sobre Zapata, Lula desqualificou sua morte como  maius uma  das muitas greves de fome que o mundo ignorou. Ele certamente nunca ouviu falar do militante irlandês Bobby Sands.
Lula também ficou ao lado de Hugo Chávez quando este destruiu as instituições democráticas em seu país e colaborou com o tráfico de drogas das Farc. Um Brasil maduro teria usado sua influência para fazer recuar o terrorismo de estado. Porém, na política de custo-benefício de Lula, as vítimas das Farc não contam.
Honduras não teve melhor sorte na era Lula. O Brasil passou boa parte do ano passado tentando forçar aquele país a reempossar o deposto presidente Manuel Zelaua, apear de ele ele ter sido removido do poder pelos civis por ter violado a Constituição. As ações brasileiras, incluindo o abrigo a Zelaya na embaixada brasileira por meses, criou imensas dificuldades econômicas para os hondurenhos.
Na semana passada, Hillary Clinton, secretária de Estado dos EUA, conclamou à volta de Honduras à Organização dos Estados Americanos (OEA), observando que o país realizou eleições e voltou à normalidade. O Brasil objetou. "A volta de Honduras à OEA tem de estar ligada a questões como democratização e restabelecimento de direitos fundamentais", disse Antonio de Aguiar Patriota, braço-direito do ministro das Relações Exteriores. Uma questão ao Brasil: estaria ele se referindo a Cuba?
O Brasil vai realizar eleições presidenciais em outubro, e, apesar da popularidade com que Lula vai deixar o poder, não é garantido que a candidata do Partido dos Trabalhadores vá sucedê-lo. Então Lula está oferecendo "carne vermelha" à base partidária ao pegar  na mão de Arhmadinejad e votar contra o Tio Sam.
Vai funcionar? Em grande parte vai depender se os que o vêem como aquele que levou o Brasil a desperdiçar uma grande chance estarão em maior número do que os que apóiam a sua dança com os déspotas. Como advertiu o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a política de Lula leva o Brasil a ficar mudando de lado, mas não está claro se os brasileiros estão de acordo.

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segunda-feira, 7 de junho de 2010

Como fazer pagadores de impostos e influenciar parasitas

via OrdemLivre.org - Artigos de ngiordani em 04/06/10

O estado é um polvo que também se alimenta pelos braços, não só pela boca. O estado já deixou de ser o Leviatã, personagem simbólico, mas inexistente. No dia 1º de junho, o presidente da República deu uma declaração raivosa que é uma carta de princípios: "Quem tem carga tributária de 10% não tem estado. O estado não pode fazer absolutamente nada".
Pensemos, então, o que é o tudo que esse estado brasileiro defendido por Lula faz ao extorquir legalmente, mediante tributos, 40% do rendimento de cada brasileiro, independente da classe social a que pertence. Antes de discutir se esse tudo é cuidado, o que justificaria que a presidência continuasse cobrando e recebendo o dinheiro dos tributos, precisamos quais são as áreas que o Poder Executivo se assume como responsável:
1. Agricultura
2. Pecuária e Abastecimento
3. Cidades
4. Ciência e Tecnologia
5. Comunicações
6. Cultura
7. Defesa
8. Desenvolvimento Agrário
9. Desenvolvimento
10. Indústria e Comércio Exterior

11. Desenvolvimento Social e Combate à Fome

12. Educação

13. Esporte

14. Fazenda

15. Integração Nacional

16. Justiça

17. Meio Ambiente

18. Minas e Energia

19. Pesca e Aquicultura

20. Planejamento, Orçamento e Gestão

21. Previdência Social

22. Relações Exteriores

23. Saúde

24. Trabalho e Emprego

25. Transportes

26. Turismo

27. Políticas para as Mulheres

28. Promoção da Igualdade Racial

29. Direitos Humanos

30. Portos

31. Concorrência (via Cade)
32. Direitos da Pessoa Humana
33. Desenvolvimento Econômico e Social

34. Fundo de Amparo ao Trabalhador

35. Conselho Monetário Nacional

36. Juventude

37. Segurança Alimentar e Nutricional

38. Desenvolvimento Científico e Tecnológico

39. Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial
40. Política Energética

41. Seguros Privados
42. Trânsito

43. Meio Ambiente

44. Direitos da Criança e do Adolescente

45. Direitos do Idoso
Essas áreas foram extraídas da lista de ministérios (24), secretarias (10) e conselhos (22) da Presidência da República. São tópicos principais, muitos dos quais se desdobram ou interferem em áreas correlatas que, se citadas, transformariam essa lista num longo catálogo.
Avaliando essas 45 áreas-mestras do Poder Executivo, tente pensar em cinco delas que valeriam o investimento de 40% de tudo o que você recebe na relação importância-custo e benefício. Cinco é muito? Três. Ainda difícil? Vá lá, faça um esforço camarada. Nada? Uma, escolha uma. Só uma. Umazinha! Não seja assim, vai. Nem assim? Tudo bem, estou com você.
Agora deixemos de lado nossa avaliação individual sobre a relação importância-custo e benefício e pense numa pessoa que você conheça e que pertença a uma classe social mais pobre. Se nunca conversou com ela sobre esse assunto, chegou a hora. Vá lá, pergunte e volte aqui. Esse seu conhecido, amigo ou amiga aceitaria continuar entregando 40% do que recebe para ter acesso aos atuais serviços públicos?
Essa situação nos conduz à outra pergunta: será que o governo, com um histórico consagrador de incompetência, ineficiência e malversação, deve continuar a exigir nossos esforços para sustentá-lo? Um valioso livro para compreender a relação do brasileiro com os tributos acaba de ser lançado pelo cientista político Alberto Carlos Almeida. Chama-se, apropriadamente, O Dedo na Ferida: Menos Imposto, Mais Consumo (Record; 196 páginas). É o resultado de entrevistas realizadas com 1 mil pessoas em diversas cidades brasileiras. O objetivo era descobrir o que o brasileiro pensa a respeito dos tributos e como avaliam a gestão ds recursos pelo governo. Às respostas:
1- Brasileiros de todas as classes sociais têm a consciência de que os tributos são altos e que todos pagam.
2- Brasileiros de todas as classes sociais queriam que o governo administrasse o orçamento com eficiência.
3- A maioria dos brasileiros de todas as classes sociais NÃO quer aumento de tributos para prometidas ampliações de benefícios sociais.
4- A maioria absoluta dos brasileiros de todas as classes sociais prefere pagar escola particular e plano de saúde em vez de ter seu dinheiro tomado em forma de tributos.
5- Oitenta por cento dos brasileiros de todas as classes sociais NÃO quer pagar mais tributos para resolver o problema da saúde. Acreditam que o governo deve resolvê-los sabendo administrar os recursos existentes.
6- Mais de 80% dos brasileiros de todas as classes sociais, incluindo aquela parcela dos beneficiados com o programa, querem que os alimentos paguem menos tributos e custem menos em vez de expandir o Bolsa Família (o que poderia resultar em mais aumento de tributos). Todos preferem pagar MENOS impostos.
7- Quase 70% dos brasileiros de todas as classes sociais preferem a redução dos encargos trabalhistas como forma de estimular a geração de empregos.
O livro mostra que o brasileiro, independente da classe social, sabe quanto paga em tributos e que, se tivessem o direito de escolha, optariam pagar por serviços privados a manter o pagamento compulsório ao governo de forma a sustentar serviços públicos ineficientes. Trata-se de uma revelação de suma importância para todos aqueles que defendem (e trabalham para) a liberdade de escolha, liberdades individuais, governo limitado, livre mercado, iniciativa privada.
Se a maior parte da população está do nosso lado porque não somos mais bem sucedidos em promover mudanças? Porque a mudança também implica num poder de pressão e influência na política, o que definitivamente não existe.
Em entrevista à revista Veja da semana passada a propósito do lançamento do livro, Alberto Carlos de Almeida explicou que a redução de impostos, uma bandeira tradicionalmente defendida pela direita (não no Brasil, claro), não encontra defensores nos principais partidos brasileiros, que são de esquerda. E se a esquerda entende que o estado deve manter uma carga tributária escorchante para financiar, ou melhor, fingir que financia, o desenvolvimento e a justiça social (essa extraordinária weasel word), os políticos brasileiros de todos os partidos "querem controlar mais recursos públicos", segundo Almeida.
Outra razão: a redução de tributos implica em eficiência, redução de gastos e burocracia, corte de privilégios. Isso, de fato, dá muito trabalho para menos dinheiro. Qual é o incentivo que fará um politico trabalhar mais para ter acesso a menos dinheiro. Tirar-lhes o dinheiro é um passo importante porque não lhes dá essa chance de escolha, que passa a ser entre ser um politico eficiente que está em sintonia com os desejos dos brasileiros e, portanto, merece o voto, ou ser expulso democraticamente da vida pública.
Isso significa dizer que o desenvolvimento brasileiro não surgirá da crença ingênua de que haverá políticos, governos e administração pública e burocrática eficientes a prover os serviços públicos com qualidade e agilidade. Isso não vai acontecer. Não vai acontecer. Não é possível resolver o problema de incentivos inerente à máquina pública por meio de pensamento mágico. O governo nunca será capaz de gastar melhor o seu dinheiro do que você mesmo.
Insisto: a única forma de reduzirmos a interferência do governo na nossa vida diária e de limitarmos o poder que tem (de fazer inveja aos reis absolutistas e à Coroa Portuguesa) é tirar-lhes aquilo que o sustenta: dinheiro. E esse dinheiro hoje é tomado legalmente, apesar da corrupção moral que isso representa, mediante a cobrança de tributos.
A irritação destemperada do presidente da República não é a manifestação de alguém que acredita no estado para servir à sociedade; é a declaração de princípios do parasita horrorisado pela possibilidade da perda do hospedeiro.

ÍNTEGRA DO DOCUMENTO ENTREGUE PELA CNA AO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA COBRANDO UM ...

via Reinaldo Azevedo | VEJA.com de Reinaldo Azevedo em 13/04/10

VAMOS TIRAR O BRASIL DO VERMELHO
Invasão é Crime
MEMORIAL
AS RAZÕES QUE JUSTIFICAM AÇÃO DA JUSTIÇA CONTRA O "ABRIL VERMELHO" DO MST
EM DEFESA DA LEI E DA JUSTIÇA
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, CNA, entidade que representa os produtores rurais atingidos pelas invasões de terra praticadas por militantes do MST, solicita que o governo federal, por intermédio do Ministério da Justiça, determine medidas imediatas, com a urgência que se faz necessária, para impedir a onda de crimes anunciada no movimento denominado "abril vermelho".  A série de ações criminosas já começou com a invasão de cinco propriedades em Pernambuco, neste domingo, 11.
Ao Ministério da Justiça, que tem por missão garantir e promover a segurança pública, as garantias constitucionais e a cidadania, cumpre a responsabilidade institucional de evitar as ações ilegais do MST, entidade comprometida com a intolerância e a violência que ameaça a segurança de quem trabalha e quem produz, mina o Estado de Direito, causa insegurança jurídica ao país e impõe prejuízos incalculáveis a todos os brasileiros.
Produtores e trabalhadores rurais não recebem proteção preventiva nem quando são ameaçados de forma explícita pelo MST com o "abril vermelho". Autoridades policiais não freqüentam o campo para impedir, conter ou repelir a violência. Impunes, os líderes do MST comandam grupos que seqüestram, vandalizam, torturam e matam. Invasões e depredações, porte ilegal de armas e roubo de equipamentos também fazem parte da lista de crimes do bando.
Contando com a certeza da impunidade, o MST desafia as autoridades encarregadas de manter a ordem pública anunciando o "abril vermelho" desde 1997, ou seja, há 13 anos. O MST pratica crimes em série e tem de ser contido, aqui e agora. Para a CNA, é necessário estabelecer estratégias, definir e implementar medidas públicas de combate e prevenção de crimes na área rural.
Nesse sentido, a CNA propõe ações objetivas levando em conta as políticas específicas que têm sido adotadas por sucessivos governos. É, por exemplo, o caso do Plano de Ação de Combate à Pirataria, do Plano Nacional Antidrogas e do Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas - PNETP (Decreto nº 6.347/2008).
AÇÕES OBJETIVAS – O QUE FAZER
PLANO NACIONAL DE COMBATE ÀS INVASÕES DE TERRA -
Não é mais possível que o Brasil possa prescindir de um Plano Nacional de Combate às Invasões de Terra, vinculado às áreas de segurança pública. Já é hora de definir medidas e estratégias específicas voltadas  a prevenir a ocorrência de tais ações criminosas,  bem como punir exemplarmente seus agentes.
FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA NOS ESTADOS - Solicitamos que o Ministro da Justiça encaminhe ofícios aos governadores dos Estados mais afetados pelas invasões do "abril vermelho", conclamando-os a atuar preventivamente no sentido de evitar os delitos. Solicitamos ainda que o Ministro da Justiça ponha a Força Nacional de Segurança Pública à disposição dos estados para impedir a ocorrência da nova onda de crimes anunciada.
A ação preventiva da segurança pública parece indispensável, sobretudo para que as novas invasões não recaiam todas sobre as costas do Poder Judiciário, retomando o infindável debate sobre os mandados de reintegração de posse das propriedades invadidas.  Não é possível que a marcha Brasil afora dos bandos do MST não seja passível de identificação, de modo a organizar medidas preventivas que impeçam tais ações delituosas e que permitam aos órgãos de segurança a realização de prisões em flagrante.
O FATO
Sob a marca publicitária "Abril Vermelho" e com um aparato logístico de apoio oferecido por organizações sociais financiadas diretamente pelo INCRA e Ministério de Desenvolvimento Agrário, as invasões cumprem o ritual habitual: concentração, aproximação das áreas selecionadas para as ações e, a um sinal oportuno, e usando até tratores, rompem cercas destruindo plantações e atacando instalações e residências, ferindo, expulsando – frequentemente mantendo-os em cárcere privado, sob tortura – moradores, funcionários e proprietários.
A impunidade dos invasores, bem como a propaganda acintosa das ações violentas – de que a campanha publicitária do "Abril Vermelho" é a demonstração atual - dá-se em função do uso e abuso do eufemismo "movimentos sociais", como conseguem ser identificadas organizações suspeitas, controladas pelo grupo político que usa a sigla MST e a questão da Reforma Agrária apenas como referência conveniente e garantia de cobertura e impunidade.
Organização sem registro público, o MST atua através de um complexo de organizações de fachada. ONGs, cooperativas, institutos, pequenas empresas funcionam como vasos comunicantes para receber donativos internacionais (mais de 20 milhões de dólares entre 2003 e 2007, segundo informou a Revista Veja)- e verbas governamentais, negociadas ostensivamente com os governos preocupados em reduzir a agressividade crescente do movimento.
A situação contingente – da Reforma Agrária legal – e a anormalidade das invasões ilegais pelo MST, aos poucos se tornaram complementares e passaram a conviver, desafiando a Constituição e as leis. Até chegar à situação atual, quando o MST passou a controlar órgãos da reforma agrária e as respectivas verbas federais.
As verbas são geridas pelo MST através de prepostos assim publicamente reconhecidos, que os repassam sem constrangimentos para irrigar o sistema. O TCU verificou e glosou numerosas contas de pelo menos quatro dessas entidades de fachada do MST (Anca, Concrab, Cepatec, Itac) que receberam do Governo (entre 2003 e 2007) 43 milhões para gastos que se concentram justamente às vésperas das temporadas de "invasões" (como as séries de "Abril Vermelho") e nas campanhas eleitorais.
Atuando sem controle legal (já que não tem registro como sociedade civil e, portanto, não existe legalmente) mas desfrutando da condição de acima e fora da lei. Mesmo assim mantém como refém áreas do Governo Federal, que o financiam e não há dúvida de que, através do MDA, o MST assegura sua presença no Ministério.
Com tal cobertura, cujo alcance é inimaginável, o MST extrapolou todos os limites e aparências. Passou a invadir e ocupar fazendas produtivas, campos de experimentação e pesquisas agropecuárias (privadas e de universidades públicas) e a decretar guerra de extermínio aos médios e grandes produtores, à agroindústria em geral, às cooperativas de fazendeiros e à integração das cadeias produtivas denominadas agronegócio.
O Abril Vermelho é a nova demonstração desses avanços do MST e do grau de imobilização do aparelho de segurança pública para blindar suas atividades ilegais.
HISTÓRICO
A questão da Reforma Agrária – denominação milenar do clamor por uma melhor distribuição da terra, justiça na divisão da propriedade e proteção aos verdadeiros agricultores contra a especulação e o feudalismo – teve seus momentos mais emblemáticos na história contemporânea na Revolução Norte-Americana, no século XVIII, (quando a condição de proprietário rural, estimulada por leis que facilitavam a aquisição de terras, era considerada por Thomas Jefferson fator essencial de qualificação da cidadania sob um regime democrático e de liberdade). E, no século XX, na Revolução Comunista, com a eliminação da propriedade, que gerou o colapso da agricultura, o maior fracasso econômico e social dos 69 anos da União Soviética, embora, enquanto durou, até 1991, tivesse se tornado uma das maiores potências da história mundial.
No Brasil, o reconhecimento da Reforma Agrária como fator de justiça social – seja pela ocupação das chamadas "terras devolutas"; pela repressão ao latifúndio improdutivo, considerado anti-social e, portanto, passivo de uma ação do Estado; ou como estímulo à abertura de novas áreas à produção de alimentos -  ocorreu a partir de 1964, no Governo de João Goulart, com inspiração marxista. E, foi consolidado pelos governos militares, a partir de 1964, com viés direitista, em nome da racionalidade econômica que impunha a otimização do uso das terras agricultáveis. Em ambos os casos, prevalecia o objetivo de promover uma revisão agrária e o reconhecimento de que a propriedade rural estava sujeita à obrigação de produzir, sob pena de ser desapropriada. Discutia-se, apenas, se revolucionariamente, por confisco ou mediante indenização pelo justo valor das terras.
A legalização foi reafirmada pela Nova República, depois de 1985, e retirou dos setores ideológicos marxista-leninistas uma das suas bandeiras revolucionárias mais caras. Logo, porém, eles a retomaram com a mobilização de trabalhadores rurais que aguardavam ser assentados em terras que, embora improdutivas, não eram desapropriadas como determinava a legislação. Organizaram acampamentos às margens das rodovias, ganharam a simpatia da opinião pública e da imprensa, o apoio da Igreja (que vivia o conflito interno da Teologia da Libertação e as adaptações ao Concilio Vaticano II) e iniciaram a invasão, a qualquer custo, de propriedades. Daí em diante, as ocupações passaram a se repetir no Pais inteiro,  agora sob o comando do MST, organização sem registro público, estabelecida em moldes revolucionários leninistas, com uma direção clandestina, que atua por meio de um complexo de organizações de fachada. ONGs, cooperativas, institutos e pequenas empresas funcionam como vasos comunicantes para receber donativos internacionais (mais de 20 milhões de dólares entre 2003 e 2007)- e verbas governamentais, negociadas ostensivamente com os governos preocupados em reduzir a agressividade crescente do movimento.
A situação contingente – da Reforma Agrária legal – e a anormalidade das invasões ilegais pelo MST, aos poucos se tornaram complementares, desafiando a Constituição e as leis. Até chegar à situação atual, quando o Governo Federal entregou-lhe o controle dos seus órgãos de reforma agrária e respectivas verbas – em 2009, foram R$4,6 bilhões. As verbas são geridas pelo MST por intermédio de prepostos publicamente reconhecidos, que os repassam sem constrangimentos para irrigar o sistema. O TCU verificou e glosou numerosas contas de pelo menos quatro dessas entidades de fachada do MST (Anca, Concrab, Cepatec, Itac), que receberam do Governo, entre 2003 e 2007, R$ 43 milhões para gastos que se concentram às vésperas das temporadas de "invasões" (como as séries de "Abril Vermelho") e nas campanhas eleitorais.
Atuando sem controle legal (já que não tem registro como sociedade civil e, portanto, não existe legalmente), mas desfrutando da condição de acima e fora da lei. Mesmo assim, mantém como reféns áreas do Governo Federal, que o financia. Não há dúvida de que, por meio do MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário), o MST assegura sua presença no Ministério. Com tal cobertura, cujo alcance é inimaginável, o MST extrapolou todos os limites e aparências. Passou a invadir e ocupar fazendas produtivas, campos de experimentação e pesquisas agropecuárias (privadas e de universidades públicas) e a decretar guerra de extermínio aos médios e grandes produtores, à agroindústria em geral, às cooperativas de fazendeiros e à integração das cadeias produtivas denominadas agronegócio.
O Abril Vermelho é a nova demonstração desses avanços do MST e do grau de imobilização do aparelho de segurança pública para blindar suas atividades ilegais.
ANÁLISE
Ocorreu, no entanto, um fato novo que atropelou a escalada do MST: o surgimento da nova agricultura que transformou radicalmente o produtor rural, de tradicional e conservador, em agente econômico moderno e progressista. Desfez-se a lógica de sustentação das invasões do MST e a própria utopia generosa da Reforma Agrária e que era, justamente, a necessidade de substituição da antiga estrutura agrária, atrasada nos métodos, descompassada econômica e tecnologicamente.
Também aconteceu o inesperado: o Brasil, tradicionalmente na retaguarda no setor, assumiu a vanguarda mundial em matéria de práticas e produtividade agrícola, rivalizando e superando os estados Unidos e Europa em várias culturas e criações.
Empregando a mais moderna tecnologia (em função dos avanços científicos na área da biologia) a produção rural atingiu níveis extraordinários de produtividade e qualidade. A ação de empresários rurais; o surgimento de políticas públicas eficazes, com a criação e desenvolvimento da EMBRAPA; reposicionamentos da economia mundial inverteram a posição da agropecuária no Brasil.
O setor é responsável por 26% do Produto Interno Bruto, mais de um terço das exportações e, em 2010 atingirá 146 milhões de toneladas de alimentos, superando em 8,3% a safra 2008/2009, prevendo-se uma sensível redução dos preços de muitos produtos de consumo popular em função do crescimento da produção, casos, por exemplo do feijão (mais 14%), o milho (11,2%),  soja (18,1%) e trigo( 9,3%).
Em sentido contrário, a utopia da Reforma Agrária sofreu o efeito demonstração do fracasso econômico dos assentamentos e a impossibilidade de competição de numerosas culturas – que antes eram tocadas manualmente – diante dos ganhos de produtividade pelo uso de sementes, fertilizantes, mecanização, beneficiamento, armazenagem e, principalmente, arranjos internacionais de comercialização das plantações intensivas.
Abandonadas, desorientadas, desassistidas – especialmente em matéria de educação, treinamento e assistência técnica, que se tornaram essenciais às novas práticas agrícolas – as famílias assentadas pela Reforma Agrária passaram de símbolos de esperança a demonstrações de frustração.
O balanço dos resultados de 46 anos (1964 – 2009) da Reforma Agrária no Brasil é desalentador. Segundo o INCRA, foram implantados 8.562 assentamentos, que envolveram 84.326 hectares (10% do território nacional e 25,5% da área das propriedades rurais do pais) e beneficiaram 906.949 famílias, aos custo estimado de R$ 79,1 bilhões.
Uma insuspeita pesquisa IBOPE apresenta números e informações que dispensam adjetivos na apresentação do estágio atual da Reforma Agrária no país. Basta a revelação de que 37% dos 8.562 assentamentos do INCRA simplesmente não produzem nada, 10,7 % não produzem nem o suficiente para sustentar uma família e 24,6% produzem somente o suficiente para sua família. Significa que 72,3% dos assentados não geram renda. Apenas 27,7% produzem o suficiente para a família e algum excedente para venda.
Diante desse quadro desolador de abandono, o MST não emprega sua capacidade de organização, mobilização, propaganda e, principalmente, o dinheiro que recebe. Pelo contrário, ainda extorque os assentados, cobrando-lhes taxas de administração e proteção.
CONCLUSÃO
O evento "Abril Vermelho" é uma provocação oportuna do próprio MST para uma reflexão da sociedade sobre sua história e métodos, em contraste com a realidade brasileira e os resultados apresentados pelos assentamentos da Reforma Agrária.
A própria rediscussão da questão da reforma agrária, tal como foi levantada há meio século e que o MST insiste em preservar com os mesmos enunciados, torna-se não apenas oportuna, mas imperiosa. O "trabalhador rural sem terra" – cuja desgraça localizava-se na falta de oportunidade de sobrevivência, face ao latifúndio improdutivo – agora precisa de apoio, reconhecimento e qualificação.
Quando a agricultura abandona as velhas ferramentas manuais, passando à fase da mecanização, da automação, dos controles eletrônicos, pré-industrialização das colheitas, rigor com controles sanitários no processamento dos alimentos, passou a exigir novo tipo de mão de obra, e naturalmente melhores salários e novas condições de trabalho. O trabalhador rural precisa de uma rede de proteção que sempre lhe foi negada, em matéria de educação, saúde, habitação e previdência, oportunidades de empregos qualificados na cadeia produtiva do agronegócio e nem sempre obrigatoriamente no plantio e na colheita, como tradicionalmente.
O acesso ao emprego e renda no campo já não depende do tamanho da propriedade, pois não basta ter terra para se tornar produtor e tirar da lavoura sustento e recursos para manter a família em condições civilizadas, direito de todo cidadão. O novo sistema de produção rural equipara o trabalhador no campo ao trabalhador urbano e, portanto, deve garantir-lhe a proteção e os serviços públicos que se desfruta nas cidades.  Esta é a grande meta humana, política, democrática e econômica a ser atingida pelo trabalhador rural e que o MST não menciona, jamais.
Por que, por contraste com os chamados "trabalhadores rurais sem terra", não se diz "trabalhadores urbanos sem indústria"? Por acaso os trabalhadores da cidade inseridos no sistema de produção da indústria, comércio e serviços, protegidos pela lei, organizados sindicalmente, qualificados econômica e socialmente, são diferentes ou melhores do que os trabalhadores rurais?
Os parâmetros do trabalhador urbano constituem o parâmetro que o trabalhador rural precisa alcançar para mudar o patamar do seu reconhecimento social e econômico. O "Abril Vermelho", a violência anunciada pelo MST, é o uso indevido da condição do trabalhador rural e trai os interesses da categoria. Além de ação criminosa e de não ter nada com a Reforma Agrária legal, é a luta por uma forma de trabalho e produção em processo de extinção e que só se explica como aventura de um grupo político radical que tenta reviver uma ideologia já superada, varrida do mundo civilizado.
A produção no campo de hoje depende de vários fatores. Depende do solo, da água e do trabalho árduo das pessoas que a ela se dedicam. Mas, a terra não produz sem o mais valioso dos insumos: o sol da liberdade.
De uma vez por todas, que se reconheça e proclame: invasão é crime, não pode ser admitida ou tolerada.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

EXTRA! LULA É MOTIVO DE GOZAÇÃO EM PROGRAMA DE HUMOR NA TV DE ISRAEL.

Do Blog do Aluizio Amorim
Quinta-feira, Junho 03, 2010

VEJAM:



É o grande líder mundial pagando mico em programa de humor da televisão israelense. Isso é apenas o começo. Lula e seus petralhas envergonham o Brasil. Destruiram a diplomacia brasileira que teve entre seus quadros o grande Oswaldo Aranha que presidiu a Assembléia Geral da ONU que deu vida ao Estado de Israel.
Antes de Lula a diplomacia brasileira gozava de respeito internacional. Hoje é motivo de chacota num dos países mais desenvolvidos e democráticos do mundo que é Israel. Aliás, a única democracia do Oriente Médio.
Lula quando por lá esteve depositou uma coroa de flores no túmulo do terrorista Yasser Arafat, para depois ir se abraçar com Ahmadinejad no Irã.
Agora é motivo de chacota em programa de humor, como nunca antes na história deste país.
Se querem comparar o governo de Lula com o de Fernando Henrique Cardoso, tudo bem. Só este vídeo mata a pau.
Alô Gonzales! Eis aí um ótimo material de campanha!
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